Depoimento de Silvana Miranda, mãe da aluna Isabela Dayane Bérgamo dos Santos
"A Isabela nasceu com Síndrome de Cornélio de Lang e nós, como ela era a primeira filha, não sabíamos o que fazer e como fazer para ajudá-la. Então, por meio da AFIM (Associação de Apoio ao Fissurado Lábio Palatal de Maringá) que conhecemos a ANPR.
Minha filha, quando entrou na ANPR no dia 2 de agosto de 1999, não segurava nem o pescoço e, aos poucos, ela foi melhorando. Ela nos surpreendeu muito com o seu desenvolvimento.
A ANPR dispõe de todos os recursos de que a Isa necessita e a atual direção melhorou bastante. Hoje, ela arrasta com o bumbum para todos os lugares, fica em pé e fala mama.
Na ANPR, cada família contribui como pode e isso é muito importante, pois não são todas as pessoas que têm condições de pagar um bom tratamento para crianças tão especiais. A escola tem sido nosso socorro permanente. Quantas vezes eu precisei conversar com alguém.
Deus nos deu uma filha muito especial. Ela adora vir para a escola e sentimos a felicidade dela quando as pessoas se aproximam e brincam ao seu redor. Com o nascimento da Isabela, nós aprendemos e ensinamos para outras pessoas também. É uma experiência para o resto da vida.
Ela é a nossa razão de viver . A equipe que acompanha a minha filha, tanto a ANPR quanto os médicos, já fazem parte da nossa família."

Depoimento de Nicácio Moura e Lílian C. M. Souza, pais da aluna Ana Victória de Souza Moura
"Depois de nove anos casados e várias tentativas para engravidar frustradas, resolvemos que estava na hora de entrarmos para o cadastro de adoção. Queríamos uma família completa e entendemos também que Deus tinha um filho para nós, mas que estava sendo gerado em outra barriga. Jamais imaginaríamos onde estaria esta criança. No ano de 2002 mudamos para Florianópolis, e lá ficou mais forte a idéia de adoção. Porém, tinhamos algumas convicções no coração, em primeiro lugar jamis aceitaríamos a idéia de escolher uma criança pelo sexo, idade e até mesmo condições de saúde. Pois é Deus quem nos dá a vida, podemos ficar escolhendo? Em segundo lugar, estávamos crendo que Deus iria nos levar até o nosso filho na hora certa.
No dia 01 de maio de 2002 a convite de alguns amigos, fomos visitar uma casa lar, mantida pela Igreja Batista de Barreiros, na cidade de São José, SC. Havia muitas crianças lindas, então perguntamos se havia alguma criança para adoção e logo nos apresentaram uma linda menina de olhos azuis e cabelos ruivos, com uma escrita em seu macacãozinho que nos fez chorar "This Winter will be hard", "Este inverno será muito rigoroso"! Ela já havia sido oferecida para todos os casais que estavam na fila de adoção legal. Então perguntamos porque aquele bebê ainda não havia sido adotado. Ele respondeu que era pelo fato de ser uma criança muito doente, com várias complicações de saúde e sem muitas expectativas de chegar até os dois anos de idade. Nos apaixonamos e não poderíamos mais pensar nossas vidas sem aquela pequena menina. Foi algo espiritual. À partir daquele momento já tinhamos plena convicção de que havíamos conhecido aquela que seria a nossa filha, escolhida por Deus e que Ele havia nos levado até ela, e não a uma criança doente, limitada, apenas nossa filha.
A partir de então a nossa rotina mudou: pediatras, neuropediatras, fisioterapeutas, fonoaudiólogas, terapeutas ocupacionais, etc. Alguns internamentos, muitas noites mal dormidas, muito estímulo, muita bagunça e o resultado hoje é uma menina alegre, saudável, lógico que com algumas limitações, mas muito feliz.
Quando nos mudamos para Maringá, procuramos a ANPR que prontamente nos atendeu e assim que abriu uma vaga, a Ana Victória foi matriculada. É a melhor escola que conhecemos, tudo é feito com muito amor, proporcionando para ela uma vida digna e independente. E também nos capacitando para melhor cuidar deste presente de Deus.
Por vermos uma escola tão bem organizada e com profissionais comprometidos em todos os setores, sentimos o desejo de nos envolvermos como voluntários naquilo que a escola necessita, porque sabemos que todos os esforços são voltados para o bom atendimento de nossas crianças."

DEPOIMENTO DE MARIA DAS GRAÇAS SANTOS, MÃE DO ALUNO DAVID SANTOS SONG
"A instituição ANPR tem sido uma escola que vem se desenvolvendo cada vez mais, tanto nos seus trabalhos quanto no grupo de profissionais, vem ajudando com brincadeiras e atividades em sala de aula.
Com ótima equipe de fisioterapeutas, fonoaudiólogas, entre outras. Todos se esforçam pelos alunos e agradecemos também a ajuda que dão para meu filho David, que a cada dia vem crescendo e se desenvolvendo cada vez mais. Obrigada."

DEPOIMENTO DE MARISOL MARTINEZ, MÃE DO ALUNO AUGUSTO RAFAEL MARTINEZ GULIN
"O Augusto Rafael começou a frequentar a escola apresentando muitas limitações, com 1% de visão, não podia comer quase nada e seus movimentos motores eram bem limitados. Essa situação era tudo novo para mim, estava em estado de choque emocional e me recuperando do acidente. Mas, desde o início tivemos todo o apoio dos profissionais da escola, que com carinho e comprometimento explicaram sobre o funcionamento e a rotina da escola e nos acolheram. Eu enquanto família, procuro participar de tudo relacionado a escola e a vida do meu filho. Quando tenho dúvidas, procuro o professor ou os profissionais, os quais esclarecem e passam orientações de como dar continuidade nas atividades de estimulação e reabilitação em nossa casa. Vejo como essencial a participação dos pais reuniões promovidas pela escola, pois são por meio delas que sabemos sobre as mudanças e o que está acontecendo na instituição. O que posso dizer é que temos (Guto e eu) um excelente relacionamento com a escola e assim posso falar com muita felicidade que o Guto recuperou a visão parcialmente, come de tudo, mexe os membros do corpo normalmente e até está sentando sozinho (em um período inferior a 2 anos), pela Graça de Deus, a esta equipe da escola, a família e a vontade do Augusto Rafael. Para ter acontecido isso, tive a consciência da importância da relação família/ escola como um todo. Obrigada por todo carinho e dedicação que proporcionam a nós dois. "

DEPOIMENTO DE LUIZ CARLOS ALVES, PACINTE DO CENTRO INTEGRADO REGIONAL DE REABILITAÇÃO
"Meu nome é Luiz Carlos, tenho 23 anos. No dia 10/02/2008 fui vítima de um acidente automobilístico e tive uma lesão medular. Fiquei impossibilitado de andar, minhas pernas não se movimentavam, meus braços enfraqueceram, e eu perdi a sensibilidade dos membros inferiores. Permaneci internado durante um mês, fiz cirurgia da coluna e quando tive alta iniciei fisioterapia numa clínica, onde conheci uma paciente que falou sobre o Centro Integrado de Reabilitação. No final de 2008 passei por uma avaliação com a equipe de profissionais e comecei a ter atendimentos aqui. Quando iniciei, eu ainda não mexia as pernas, usava colete para coluna, não manuseava minha cadeira e precisava de ajuda para as minhas necessidades do dia a dia. Com o tempo fui tendo melhoras e conquistas, no final de 2009 passei a usar tutor nas pernas e andador para locomover-me, ainda à curta distância, dentro de casa. Já estou mais independente, consigo locomover-me sem ajuda na cadeira de rodas, faço passeios, vou ao banco. Não necessito de ajuda para transferir de um lugar ao outro, consigo mexer as pernas e cuidar de minhas necessidades pessoais.
Para mim, se não fosse o trabalho realizado pela ANPR talvez eu estivesse numa cama ou nem andando direito. Acho que é muito importante a gente ter força de vontade, mas também a interação com os profissionais e o acolhimento que eu tive: o ambiente alegre, tem ajudado na minha recuperação. Fiz muitas amizades com os pacientes que frequentam aqui. Agora pretendo fazer um curso de montagem de computador e voltar a trabalhar."
DEPOIMENTO DE ONELI E OILSON ZANLORENZI, PAIS DO ALUNO CARLOS HENRIQUE ZANLORENZI
"É, já faz dez anos, mas parece que foi ontem. Foi numa fria manhã de julho de 2001 que nosso filho Carlos Henrique "Rick", como o chamávamos carinhosamente, não quis mais acordar. Cansado de lutar pela vida, que lhe exigia muito, preferiu permanecer dormindo... para sempre. Deixou-nos uma saudade imensa que resiste ao tempo e cuja intensidade insiste em ficar. Mas... que bom saber que um dia seremos unidos nova e eternamente na graça, na paz e no amor divino do Pai. Ficaremos juntos e plenamente felizes, sem limites nem dores.
E que alento nos traz lembrar os últimos anos de vida do Rick, quando foi assistido pela nossa querida ANPR. Ah! Quanta alegria ele sentia em estar nesta escola! Sua alegria era o reflexo dos cuidados, da abnegação, enfim, do amor que ele lá recebia de todos os profissionais, verdadeiros anjos, que trabalhavam naquele abençoado lugar.
A maneira carinhosa com que era acolhido, proporcionava-lhe um profundo bem-estar, um sentimento de aceitação e consequentemente, a vontade de ainda viver.
Foram tantos os momentos felizes e inesquecíveis vividos nesta escola, que tornaram a vida do Rick mais suave. Na ANPR, encontrou amigos, pais, mães e irmãos, nos profissionais que o atenderam, nos colegas-amigos que dividiam a mesma sorte, encontrou forças para enfrentar a árdua caminhada. Em todos, enfim, que de uma ou outra forma lá viviam, encontrou o "amor-ágape", tão raro no mundo de hoje.
Somos profundamente agradecidos, sem exceção, a cada um dos profissionais que trabalharam e ainda trabalham na ANPR e que um dia ofereceram seus conhecimentos, sua dedicação, seu carinho e seu amor ao nosso amado filho Carlos Henrique. Que Deus os proteja e os abençoe abundantemente. Que Ele conceda também a sua graça e proteção sobre essa importante entidade que é a ANPR, para que possa continuar sua preciosa missão em favor daqueles que de tanto precisam, pouco têm a oferecer e que, não raras vezes, são ignorados, discriminados, desprezados e esquecidos pela nossa sociedade.
Nosso abraço fraterno, afetuoso e reconhecido a toda comunidade ANPR.
